Due Diligence na contratação de colaboradores: a importância de uma base sólida de dados 

Publicado em 21/03/2024

Na dinâmica que vivemos em ambientes empresariais, marcada por uma competitividade e regulação crescentes, a due diligence pode apoiar processos de contratação quando estruturada conforme as atribuições concretas da função, a finalidade documentada e os requisitos legais aplicáveis.

O objetivo é estruturar critérios objetivos e documentados para o processo seletivo.

Em colaboração com a Dra. Alexandra Candemil, uma especialista renomada em Compliance Trabalhista, vamos discutir sobre a eficácia da due diligence e como ferramentas como a Predictus otimizam esse processo. 

O que é Due Diligence e como ela se aplica na contratação? 

Quem nos fala sobre isso é a Dra. Alexandra Candemil, com formação em Direito pela UFSC, pós-graduação em direito do trabalho, compliance e LGPD, mestrado em relações internacionais e mais de 25 anos de atuação na advocacia trabalhista, empresarial e na docência universitária.

Segundo ela, a Due Diligence pode ser entendida como um profundo processo de estudo, análise e avaliação de informações e documentos de diversos setores de uma empresa, que a protege de riscos de passivos em diversas áreas.  

Já no contexto de contratação de empregados, esse processo pode envolver a avaliação de informações pertinentes às atribuições concretas da função antes da formalização da contratação. Dependendo da finalidade e da função analisada, a empresa pode avaliar a adoção de verificações adicionais, observados os limites legais aplicáveis.

Como outras ferramentas de recrutamento e seleção, visa verificar requisitos específicos e informações pertinentes à função, sem classificar o candidato como risco ou prever seu comportamento futuro. Como validação de identidade, qualificações profissionais e, nas situações juridicamente aplicáveis, informações previstas em lei ou relacionadas às atribuições concretas da função.

Por que é necessário? 

Em um ambiente de negócios onde a confiança e a transparência são fundamentais, a due diligence pode contribuir para processos mais estruturados, desde que seja aplicada com finalidade específica e proporcionalidade.

Ela pode apoiar a validação de requisitos profissionais e o cumprimento de obrigações específicas, sem garantir a eliminação de fraudes, litígios ou outros riscos.

Ignorar a due diligence na contratação pode resultar em custos elevados, tanto financeiros quanto de imagem, devido a falhas nos critérios, na documentação ou na validação das informações pertinentes ao processo seletivo.

Os 5 pilares da Due Diligence 

Na esfera de contratação de funcionários, a due diligence pode ser utilizada como ferramenta de apoio, conforme a finalidade e os requisitos aplicáveis à função.

A seguir, destacamos os 5 principais pilares que norteiam a aplicação eficaz da due diligence, elucidando sua relevância e aplicabilidade prática. 

1. Verificações legalmente aplicáveis 

Um aspecto central da due diligence, este processo é vital para garantir que os futuros colaboradores estejam em consonância com os valores éticos e as normas de segurança da empresa.  

Contudo, é essencial que qualquer verificação juridicamente aplicável seja realizada com total respeito à privacidade e aos direitos dos candidatos, dentro do que diz a Lei 9.029/95, evitando quaisquer formas de discriminação.  

A exigência de certidão pode ser considerada legítima quando houver previsão legal, relação com a natureza concreta da atividade ou grau especial de confiança exigido pela função, mediante análise individualizada.

2. Análise de riscos 

Outro pilar importante é a análise de riscos, que envolve a avaliação cuidadosa de riscos relacionados às atribuições da função, aos processos internos e aos requisitos objetivos definidos pela empresa.

Essa análise é ampla, considerando desde a capacidade técnica até a comportamental, e pode apoiar controles internos e a validação de requisitos, sem garantir a prevenção de fraudes ou litígios, permitindo organizar informações pertinentes à finalidade definida, sem produzir classificação automática de risco dos candidatos.

3. Uso de métodos quantitativos 

A aplicação de métodos quantitativos, especialmente análises estatísticas, constitui um pilar crucial na moderna due diligence.  

Ferramentas como uma base de dados judiciais exemplificam como a tecnologia pode ser utilizada para processar e analisar grandes volumes de dados, permitindo uma identificação mais precisa de padrões, tendências e riscos associados aos candidatos.  

Essa abordagem não só otimiza o processo de contratação, mas também reforça a tomada de decisões baseada em dados concretos, minimizando riscos e maximizando eficiência. 

4. Conformidade legal e ética 

O cumprimento das leis e regulamentações vigentes, bem como dos padrões éticos, é um pilar fundamental.  

A due diligence deve ser estruturada para observar as normas trabalhistas, de proteção de dados e demais regras aplicáveis.

5. Avaliação de compatibilidade cultural 

Por fim, mas não menos importante, a avaliação de aderência aos requisitos profissionais e às práticas organizacionais deve utilizar critérios objetivos e não discriminatórios.

Essa avaliação pode considerar comportamentos e competências profissionais relevantes para a função, sem utilizar critérios subjetivos ou discriminatórios.

Cada um desses pilares desempenha um papel essencial no processo de due diligence, contribuindo para que as contratações sejam conduzidas com critérios claros, documentação e análise humana.

A implementação cuidadosa desses princípios não apenas fortalece a estrutura organizacional, mas também promove um crescimento sustentável e responsável no longo prazo. 

Utilizando uma base de processos judiciais na Due Diligence 

A inovação e a tecnologia estão redefinindo a prática da due diligence, particularmente em um cenário digital onde agilidade, qualidade da informação e validação são relevantes.

Dessa forma, a transformação não só melhora a eficácia desse processo essencial, mas também marca uma evolução significativa. 

Ao adotar tecnologias avançadas, como bases de dados judiciais integradas, as empresas conseguem conduzir análises detalhadas sobre o histórico legal de potenciais colaboradores.  

Tais tecnologias podem acessar e processar grandes quantidades de informação, enriquecendo o processo de due diligence e elevando a qualidade e segurança nas contratações. 

Além disso, o emprego dessas tecnologias modernas na due diligence reflete o compromisso da empresa com a inovação, a segurança e a aderência às práticas globais de excelência.

Essa abordagem não somente otimiza a eficiência e a precisão do processo de seleção, mas também solidifica a reputação da empresa como uma instituição alinhada às melhores práticas internacionais. 

Revolucionando a Due Diligence com a Predictus 

A implementação da due diligence no processo de contratação, especialmente quando potencializada por ferramentas avançadas como a Predictus, pode apoiar a organização de informações processuais públicas dentro de uma finalidade legítima e documentada.

Esta abordagem representa um investimento estratégico na perpetuidade e na integridade empresarial. Ao assegurar a admissão de colaboradores que ressoem com os valores e princípios éticos da organização, é possível fomentar uma cultura corporativa robusta e resiliente, pronta para enfrentar os desafios futuros. 

A expertise da Dra. Alexandra Candemil enriquece significativamente os procedimentos de due diligence, introduzindo práticas avançadas que, em conjunto com as soluções oferecidas pela Predictus, elevam a eficácia desses processos.  

A Predictus fornece uma base de processos judiciais detalhada, permitindo que as empresas aprofundem sua investigação e gestão de riscos com precisão, reforçando assim suas estratégias de compliance e segurança operacional. 

*O resultado da Predictus é informativo, não substitui certidões oficiais e não representa condenação, culpa, aprovação, reprovação ou recomendação de contratação.

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Conheça como a Predictus pode apoiar verificações juridicamente aplicáveis, sem substituir a análise humana, jurídica ou técnica.

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