LUIZ HENRIQUE DE ANDRADE TENDRESCH

Predictus

Misoginia no Brasil: o que mudou com a nova lei

Misoginia no Brasil: o que os dados já mostram

A misoginia no Brasil voltou ao centro do debate.

Nos últimos dias, o tema ganhou força após a aprovação no Senado de um projeto que passa a tratar a misoginia como crime de preconceito. Como resultado, as buscas pelo termo cresceram mais de 1000% em uma semana.

Mas existe um ponto que vai além do debate jurídico.

O que essa discussão revela sobre a realidade da violência contra a mulher no país?

O que é misoginia e por que o tema explodiu agora

Misoginia não é apenas opinião.

Na prática, trata-se de qualquer conduta que expresse ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Isso inclui desde falas discriminatórias até comportamentos que podem evoluir para violência.

Com a aprovação do PL 896/2023 no Senado, esse tipo de conduta passa a ser enquadrado na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989).

Ou seja:

  • As penas ficam mais severas
  • O tratamento jurídico muda de forma significativa
  • O tema ganha ainda mais visibilidade pública

E, como acontece com pautas sensíveis, o impacto foi imediato.

O aumento nas buscas mostra que as pessoas querem entender o que está acontecendo. Mas entender o conceito é só o começo.

Misoginia no Brasil e violência doméstica: uma conexão que não pode ser ignorada

Antes de tudo, nem toda misoginia vira violência física. Mas quase toda violência de gênero tem, na raiz, algum tipo de comportamento misógino. Esse é um ponto central.

Além disso, a violência não surge de forma isolada. Ela costuma seguir um padrão:

  1. Desvalorização
  2. Controle
  3. Ameaça
  4. Agressão

Ou seja, o que começa como discurso pode evoluir para ações concretas. E é exatamente aqui que os dados ajudam a trazer clareza.

O que os dados já mostram sobre a violência doméstica no Brasil

Enquanto o debate sobre misoginia cresce, os números mostram que o problema já é estrutural.

Segundo um levantamento realizado através da base de dados da Predictus, o Brasil registrou mais de 6,4 milhões de processos relacionados à violência doméstica entre 2016 e 2026.

Isso significa, na prática:

  • Um novo processo a cada 49 segundos
  • Crescimento contínuo ao longo dos anos
  • Um volume que opera, em grande parte, fora do olhar público

Mas o dado mais relevante não está só no volume, está no padrão. Grande parte dos casos envolve sinais prévios, como ameaças e conflitos recorrentes.

Ou seja: a violência deixa rastro.

Acesse o estudo completo e veja o que está por trás dos números.

Quando a Justiça entra, o problema já escalou

Outro ponto importante aparece quando olhamos para o comportamento dos processos.

Mais de 52% dos casos envolvem medidas protetivas de urgência

Na prática, isso significa que:

  • A Justiça costuma agir quando já existe risco concreto
  • O sistema funciona de forma reativa, não preventiva
  • Muitas situações chegam tarde demais

Além disso, cerca de 68% dos processos são arquivados. Isso não indica ausência de violência. Pode indicar que nem sempre ela consegue avançar dentro do sistema.

O que esse cenário revela 

Quando um tema como a misoginia ganha destaque, ele não surge do nada. Ele expõe algo que já existia.

Os dados mostram que:

  • A violência é recorrente
  • Existe um padrão de escalada
  • Muitos casos não chegam ao fim no sistema

Ou seja, estamos olhando para um problema que é maior do que os números conseguem capturar. E aqui entra um ponto essencial: sem dados, o debate fica superficial.

Misoginia no Brasil: por que a informação define a qualidade do debate

Falar sobre misoginia é necessário. Mas o que realmente eleva o debate não é opinião, é dado.

Temas como esse não surgem agora. Eles já existiam, mas nem sempre eram visíveis. Quando entram em evidência, o risco é ficar na superfície.

Os dados evitam isso.

Eles mostram padrão, recorrência e contexto. Permitem entender não só que o problema existe, mas como ele acontece e, principalmente, o que passa despercebido no dia a dia.

Dados não são apenas sociais – são decisão de risco

Existe um ponto pouco discutido: esses dados também impactam decisões empresariais.

Empresas tomam decisões baseadas em confiança todos os dias. Seja na contratação, escolha de parceiros ou concessão de crédito.

Agora, imagine fazer isso sem histórico?

Uma contratação, por exemplo, pode colocar uma equipe em risco simplesmente porque informações relevantes não foram consideradas. O impacto vai além do jurídico. Afeta cultura, operação e reputação.

É aqui que os dados se tornam estratégicos. Eles permitem antecipar riscos invisíveis em análises superficiais e tornam decisões mais seguras.

Se você quiser entender com mais profundidade de onde vêm os dados da maior base de processos judiciais do Brasil, vale a leitura deste artigo.

E, na prática, o acesso a esse tipo de informação já pode começar agora.

A Predictus disponibiliza consultas gratuitas para que você visualize como esses dados aparecem e como podem apoiar decisões com mais segurança.

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